quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Segunda etapa

2 etapa : Genève-Embérieu-en-Bugey-Saint Genis Laval 185km 
  


Como planeado, esta etapa teve que ser dividida em 2 vezes pelo facto de ser muito longa e não ser aconselhado, pelo menos de início, tamanho arrojo, muito por culpa da minha apreensão à abordagem da subida do Retord e que acabou por se confirmar mais tarde de difícil ascensão.



Partida de novo de Marly 28.07.2016, mas desta vez de carro e até onde tinha terminado a  primeira etapa, Rue du Prieuré 18 Genébra, em casa dos meus amigos Diamantino e Ana. Bebemos um bom café juntos, entreguei a minha carrinha à Ana para mais tarde ir ao meu encontro em Ambérieu-en-Bugey, onde dei por concluida a primeira fase desta segunda etapa.


Mas que desagradável surpresa, Catedral fechada e eu sem  possibilidade em obter o carimbo, mas que chatice, está a começar mal esta etapa. Fui tirando umas fotos aqui e ali, sem me afastar do átrio exterior da Catedral. De repente apercebi-me que alguém estava saíndo do interior da Catedral. Dei uma corridinha e  questionei a dita pessoa sobre a possibilidade em me deixar entrar para carimbar o meu passaporte de peregrino. Mas que sorte, finalmente também há horas felizes. Com grande simpatia e compreensão o Senhor fez-me entrar e como  o carimbo estava  fechado, ele mesmo se encarregou em o colocar no meu passaporte. Derreti-me em agradecimentos sinceros e lá fui eu feliz da vida com destino ao que me tinha proposto realizar naquele dia.


Passar a fronteira em Chancy direção Bellgarde-sur-Valserine alt.350 m. A partir daqui as coisas sérias iriam começar.



Saída de Genébra como previsto junto ao lago para ver o jato, ex-líbris desta cidade e com destino à Catedral St. Pierre. Pedalando pelos passeios ocupados pelos feirantes que montavam as suas tendas para a festa da cidade, pelo meio de toda aquela confusão lá fui eu ao meu destino.

Como dos fracos não reza a história, lá fui eu cheio de coragem e muita convicção para a luta, dizendo para comigo : Não minha amiga subidinha, não és tu que me vais obrigar a meter o pé a terra e desde já te digo para não ficares surpreendida e chateada, porque só vou parar de pedalar quando estiveres ultrapassada. Sabes, é que eu sou duro de roer, sou daqueles que mais val quebrar que torcer. Ficas desde já ao corrente daquilo que te espera. Depois me dizes se isto que te digo é conversa.



A subida do Plateau du Retord, Col de Cuvéry, alt 1.178 m - long. 15km. Quando terminei a minha interminável subida, aproximei-me do miradouro ali instalado com a intenção de tirar umas fotos e não conseguindo eu tirar os dois pés dos pedais, já imaginam o resultado final. Estatelei-me pelo chão fora, bicicleta por cima de mim e algumas dores num pé e no joelho do mesmo pé, fui rosnando alguns palavrões, os tais conhecidos e sempre à mão, queria eu dizer na ponta da língua, para quando precisamos, diga-se de passagem que até liberta o estado de cólera do momento. Fui socorrido por quem la estava e nada de grave, apenas,como já disse umas dores,nada de grave. Restablecido daquela passagem caricata e depois de terminada a seção fotográfica, mãos à obra melhor dizendo, pés nos pedais e toca a pedalar para tentar recuperar o tempo perdido na longa subida e não só.


Lá fui eu tentando aproveitar ao máximo e com segurança a descida, mas repentinamente e sem tempo a perder toca a procurar um sítio mais ou menos escondido porque as cólicas mais parecia uma revolução. Quase não tive tempo, foi uma descarga monumental em sofrimento com dores na barriga que passaram como vieram. Mas que sorte a minha ter sempre à mão os lenços de papel dentro da minha muchilinha. Penso que a indisposição foi provocada por um yogurte líquido, vindo de casa e que tinha bebido instantes antes. Mas que alívio, até respirei fundo. Bom com tanto tempo perdido o melhor é saltar de novo estrada fora. E lá me fui eu de novo pedalando até que de repente, mas que merda esta, mais uma paragem, esta provocada por uma borboleta que embateu no meu nariz, ficando presa numa das narinas, penso eu na da direita, coitado do inseto, lá se foi concerteza e eu com uma grande impressão e desconforto. Comecei por puxa-la com os dedos e depois tapando a outra narina e o resto do inseto foi projetado a grande velocidade para bem longe, tão longe que não mais o vi. Embora a impressão no nariz me tenha acompanhado durante algum tempo mais, acabei por esquecer tal era a freima em chegar, toca a pedalar e espero não ter mais imprevistos.


 A chegada a Ambérieu-en-Bugey foi mais longa que prevista, não contava com tantos contratempos e enquanto isto, na estação ferroviária estava a minha amiga Ana à espera.


Regresso a Genébra um bom jantar em casa dos meus amigos e entretanto chegou a hora de ir esperar à estação do combóio o meu afilhado Bilou e a namorada Clara (muito importante pois iriam ser os meus companheiros nesta grande aventura até Santiago de Compostela). E assim regressar a Fribourg para a grande partida do dia 30 julho 2016.
 
Segunda fase da segunda etapa

À hora prevista no dia D e mais uma vez de Marly, as coisas sérias iam começar, mas desde logo foi complicado com as despedidas que pareciam fáceis e se tornaram azedas, chorosas, parecendo quase um velório. É normal que assim seja, pois ia partir para o desconhecido onde o imprevisto com certeza iria ser constante, mas lá se foi andando com destino a Embérieu-en-Bugy. Correu tudo impecável e mais ou menos rápido até Lyon.




Início da segunda fase da segunda etapa. Partida Embérieu-en-Bugey


Passagem em Pérouges cidade medieval incontornável a poucos km de Lyon


Paragem no parque Tête d’Or,o pulmão da enorme cidade de Lyon, para me orientar e depois de bem informado seguir pela pista ciclável da margem esquerda do Rhone até às piscinas onde tinhamos marcado encontro. Reencontro com os meu seguidores, rápida vista de olhos no mapa, alguns apontamentos e toca a pedalar até Saint Genis Laval.















 
Nem tudo foi fácil para conseguir saír desta grande e confusa cidade. Mas depois de várias paragens para pedir informações sobre que estrada seguir, lá cheguei onde queria sem mais nada de importante a realsar. Pendoramos a bicicleta e toca a andar até casa do meu Irmão Zé Abílio em Mions, para um abraço, tratar do físico e descansar porque na manhã seguinte a estrada esperava por mim.
Grelhada em casa do meu irmão Zé Abílio em Mions






 

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