A noite passada tive um sonho! Sonhei...ou caminhava eu pela Praia da Torreira sozinho! Soprava forte que se fartava...qual mão de escultor,capaz de em tão pouco tempo,conseguir criar tantas formas abstratas na areia.Os grãos da mesma,projetados pelo vento,erguiam-se redopiando e lançados contra mim fustigando-me incessantemente.Se bem me lembro,a cor do cèu,penso que era de um azul acinzentado e o mar com um verde muito escuro,prestes a chover.
Não sei se faz parte do sonho,ou se real,mas em menos de nada,as nuvens formaram grupos e por entre um desses grupos,o sol rebentou perfurando como uma explosão e os seus raios iluminaram a praia.A areia da praia e o seu casario brilharam...brilharam tanto que...acordei,esfregei os olhos e assim decidi partilhar com vocês,sem ter em conta a cor do céu.A paisagem faz a raça do vento norte à beira mar.Há momentos,que pertencem à personalidade da região em causa.O ciclo é sempre o mesmo.






Aquele abraço e até breve
grande abraço de amizade entre o mar e a areia,com o vento a tentar separar o inseparável.
As ondas desfaziam-se em permanentes abraços com a areia,empurradas pela brisa do mar,por vezes violenta,não chegou para quebrar a amizade que os une para sempre...