Foi complicado o
domingo em Saint-Jean-Pied-de-Port, monótono sem ambiente. Este segundo dia de
repouso permitiu-me refletir sobre por onde recomeçar na segunda-feira bem cedo.
Pequeno almoço num
pequeno comércio onde por engano comecei por beber meia cerveja que peguei
junto das cocas, embalagens semelhantes e como estava entalado com os bolos que
comi, só quando me chegou o paladar da bebida me apercebi do erro.
Pelo caminho…grandes
dificuldades, subidas curtas e íngremes, terreno não muito aconselhável à minha bicicleta, mas com paisagens de
cortar a respiração. Mas que bela é a natureza com tantos animais em semi-liberdade,
milhentas ovelhas dezenas de cavalos aqui e ali, cabras e burros sem esquecer
também de mencionar muitos e muitos peregrinos, espalhados por todo o caminho
que fui percorrendo.
Os primeiros 7 km levei
uma hora a percorre-los com muitos insentivos de quem ia a pé e os seguintes 14
km foram do mesmo grau de dificuldade, 21km em 3h até à fronteira lá bem no
alto das montanhas onde me cruzei com um espanhol tendo eu e ele muitas
dificuldades em perceber o que dizia-mos um ao outro.Eu fazia o esforço em
espanholar o que dizia mas ele nada disso, apenas a sua própria língua a uma rapidez digna de ciclista numa descida.
Continuei o meu caminho
desta vez com inclinação descendente e em perigo permanente não pela inclinação
mas antes pelo estado do terreno (muito mau), curvas bem fechadas e o vazio do
meu lado esquerdo. Cheguei ao fundo com os meus pulsos bem doridos e inchados
de tanto travar saltar como se de uma cabra-bicicleta conduzi-se eu, foi
difícil.
Encontro no ofício de
turismo de Pampluna seriam 13h, respetivo carimbo, comer e beber algo, tapas de
presunto,queijo e duas canhas. Ala que se faz tarde para chegar a Puente la
Reina.
Quem diria ir encontrar
tanta beleza por ali, eu não. Foi uma enorme surpresa. A parte moderna
confundia-se perfeitamente com a antiga e o seu enorme e belo monumento
principal, a egreja, bem no meio do povoado retilínio e comprido. A ponte, bem
antiga e em muito bom estado de conservação, ponto de passage obrigatório de
todos os peregrinos. Era sem dúvida o excelíbris principal desta cidade do
passado, bem viva atualmente, não só por quem lá passa mas também por quem lá
vive, tendo em conta a quantidade de esplanadas junto à estrada principal e no
interior, pelas ruelas estreitas e na grande praça quadrada central, bem perto
da dita e enorme igreja ou catedral, como se queira chamar.
Procurar o campismo, a 10km da cidade, muito bom, mas com
muito vento e espaço para nós. Depois
de Conque foi a noite que mais frio passei. Ficava bem no alto descampado,
cujo barulho de fundo vinha da auto-estrada.
Mais tarde voltamos a
Puente la Reina conhecer um pouco e escolher onde jantar tantas eram as
possibilidades. Na esplanada que aterramos para beber muita cidra, ligamos o
beber ao comer e vice-versa. Gostamos tanto que no dia seguinte foi lugar do
nosso pequeno-almoço e mais uma vez muito bem servidos.



























































