quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Quarta etapa

4 etapa : Puy-en-Velay/Aumont-Aubrac 100km
 





 
 
Depois de uma noite mal dormida, muito por culpa do sucedido durante a passagem por Saint-Etiene, a saída de Puy pela manhã bem cedo, sem dúvida alguma foi complicada. Durante alguns kms não me saía da cabeça saber que por se realizar tarde, referente ao meu programa não podia assistir à missa da benção dos peregrinos e das medalhas. Obrigarme-ia a pegar na bicicleta por volta das 09h00, muito tarde mesmo.



Como esperado, depois de deixar a cidade as coisas sérias começaram, subir…subir e subir. Aproveitei para apreciar as excelentes paisagens e o desfiladeiro d’Allier pois também faziam parte do meu propósito nesta minha aventura, peregrinação, convicção e reflexão. Fui passando aqui e ali por alguns  peregrinos a pé e de bicicleta, que como eu, tomaram a dificil mas acertada decisão em meter os pés e as rodas ao caminho bem cedo. As aldeias e pequenas vilas eram distantes umas das outras, as estradas sem grande trânsito e em muito bom estado e por entre florestas. Subidas e descidas, lá fui eu falando com os meus botões e a minha sombra, estrada fora.Tive o previlégio de ver alguns animais selvagens pastando em liberdade e uns metros à minha frente atravesssou a estrada uma cabra montesa, dois saltos e estava do outro lado já dentro da floresta bem ao abrigo do meu olhar.Penso que o susto foi para ambos igual, senti o meu coração bater mais forte e à velocidade com que desapareceu o animal, concerteza que o seu também estaria acelarado.









Foi uma das mais curtas etapas mas mesmo assim difícil de concluir. Cheguei cansado e com dores fortes no assento e a moral um pouco em baixo muito por culpa dos episódios do dia anterior.


 
 
 
 
 
 


A chegada a Aumont-Aubrac foi frustrante. Pensava encontar uma vila grande e bonita e encontrei um pequeno povoado sem interesses particulares. A pequena igreja fechada e antiga logo à entrada e à saída, o albergue dos peregrinos por sinal muito bem limpo e organizado. Foi o nossso primeiro contato com o verdadeiro sentido do peregrino.
Muito bem atendidos e informados do funcionamento, tomamos logo conta dos nossoss aposentos e na recepção, brindamos com uma cerveja junto dos presentes que nos ofereceram uns naquitos de queijo da região.
Voltamos à rua principal, pois não havia outra como em milhares de outras povoações por esse mundo fora e descobrimos um parque de estacionamento e merendas aí sim, os meus parabéns, foi do melhor que vi em toda a viagem.

 
 

Caso não tivesse-mos encontrado onde dormir, o local ideal seria sem dúvida este. Aliaz, foi onde preparamos e comemos o nosso jantar, uma muito boa massinha com carne e um chouriço grelhado. Acabamos num bar, acho eu o único da vila, bebendo umas canhas pois ao ar livre começava a fazer fresco. Neste bar encontramos um peregrino com os pés em muito mau estado, pois deambolava de mesa para mesa com alguma dificuldade, com quem mantivemos uma amena cavaqueira, até recolher aos nossos aposentos, porque no dia seguinta outra etapa me esperava.
 


 

 


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