domingo, 26 de fevereiro de 2017

Nona Etapa

9 etapa: Saint Sever/Saint-Jean-Pied-de-Port 110km


Pensava eu ter entrado numa região mais plana, mesmo estando nas planícies de Landes, as terras eram fragmentadas e montanhosas, mesmo não sendo de  grande dificuldade foi quanto baste cansativa, talvez pelo fato de eu sentir que a famosa pausa de dois dias estava ali bem perto, ou verdadeiramente o cansaço e quem sabe talvez o saber que os Pirinéus estava para chegar.
Fui-me cruzando com maior frequência, por grupos de peregrinos por toda esta etapa, pois o percurso a pé para Santiago, nunca distava muito do meu e em boa parte era o mesmo.
Umas vezes « bon camino » outras « bueno camino », ia eu desejando a todos quantos passavam, obtendo de retorno um sorriso e, o mismo para ti, outras vezes conversava um pouco com os mais recetivos, conversas de pouca duração e um asté loégo


O meu objetivo tão importante quanto a chegada a Saint-Jean-Pied-de-Port, era passar por Sauveterre-de-Béharn, para aí recordar a passagem 3 anos antes com os meus amigos Marcelo e João. Aqui tinha-mos feito uma paragem aperitivo. Mas que branco bom e fresquinho ali bebemos na altura. Como foi bom ter voltado a Sauveterre. Desta vez parece que não estava tanta gente ou foi impressão minha.
Não tardei muito por ali pois ainda haviam alguns km antes do repouso e folga tão desejados. Rodas à estrada e toca a pedalar com destino a Saint-Jean-le-Vieux, onde tinha marcado encontro aperitivo com os meus acompanhantes Bilou e Clara.
Pequena aldeia, passagem obrigatória para quem fazia os caminhos de Santiago.Fiz uma entrada triunfal e de peito feito, juntei-me a quem me esperava para um brinde e palrear um pouco com outros peregrinos fazendo o mesmo que nós.

Meia hora depois decidi re-partir com destino ao tão desejado final.Feliz e com o sorriso de orelha a orelha fui-me aproximando de Saint-Jean-Pied-de-Port, que não distava dali, tentando reconhecer por onde já tinha passado, tudo estava intacto, a garagem das bicicletas, a rua principal com o casario de um lado e do outro, lá ao fundo a inconfundível rotunda. Mas que barulho ao longe que soava melodicamente bem,mas que surpresa. Quanto mais me aproximava melhor suava o barulho, era mesmo  música, tipo folclore. Como estava animada a cidade até parecia que estavam à minha espera. Lindo, mas que lindo mesmo, que alegria comovente eu tive.
Ainda tentamos acampar no Camping Europa mas por metade do preço, preferimos passar as duas noites e dois dias no parque municipal mesmo dentro da cidade.Tinha tudo o que precisava-mos e as estrelas que conseguisse-mos abservar e eram muitas, para quê pagar mais caro por mais cinco estrelas do outro camping.

Chegou o almoço muito bem acompanhado e regado.
Mas que delícia, huumm. Tudo em ordem…começamos o reconhecimento da cidade pela rua estreita do interior que percorria toda a cidade desde as duas portas da mesma. Entramos na igreja, simples e velhinha. Interrompi o padre que deveria estar a rezar, pois não parava de observer todas as pessoas que entravam e saíam e com o meu avontade habitual questionei-o sobre a possibilidade em obter o carimbo no meu passaporte, mas que simpatia e prontidão.
 Objetivo conseguido fomos comemorar com uma boa cidra. Caminhamos rua acima à descoberta.
Entrei no acolhimento dos peregrinos e cruzei-me com um casal Português a praticar o voluntariado na mesa de informação ao Peregrino. A nossa língua é extraordinária foi a mais bonita que ouvi lá dentro e eram muitas as faladas ao mesmo tempo, mas que salada de ediomas.

O resto do tempo em Saint-Jean-Pied-de-Port foi repouso visitas e esperar pela segunda-feira para a continuação da minha viagem com destino a Santiago.



 


 

Sem comentários:

Enviar um comentário