9 etapa: Saint Sever/Saint-Jean-Pied-de-Port
110km
Pensava eu ter entrado
numa região mais plana, mesmo estando nas planícies de Landes, as terras eram
fragmentadas e montanhosas, mesmo não sendo de grande dificuldade foi quanto baste cansativa,
talvez pelo fato de eu sentir que a famosa pausa de dois dias estava ali bem
perto, ou verdadeiramente o cansaço e quem sabe talvez o saber que os Pirinéus
estava para chegar.
Fui-me cruzando com
maior frequência, por grupos de peregrinos por toda esta etapa, pois o percurso
a pé para Santiago, nunca distava muito do meu e em boa parte era o mesmo.
Umas vezes « bon
camino » outras « bueno camino », ia eu desejando a todos
quantos passavam, obtendo de retorno um sorriso e, o mismo para ti, outras
vezes conversava um pouco com os mais recetivos, conversas de pouca duração e
um asté loégo

O meu objetivo tão importante
quanto a chegada a Saint-Jean-Pied-de-Port, era passar por Sauveterre-de-Béharn,
para aí recordar a passagem 3 anos antes com os meus amigos Marcelo e João.
Aqui tinha-mos feito uma paragem aperitivo. Mas que branco bom e fresquinho ali
bebemos na altura. Como foi bom ter voltado a Sauveterre. Desta vez parece que
não estava tanta gente ou foi impressão minha.
Não tardei muito por ali pois ainda haviam alguns km antes do
repouso e folga tão desejados. Rodas
à estrada e toca a pedalar com destino a Saint-Jean-le-Vieux, onde tinha
marcado encontro aperitivo com os meus acompanhantes Bilou e Clara.
Pequena aldeia,
passagem obrigatória para quem fazia os caminhos de Santiago.Fiz uma entrada
triunfal e de peito feito, juntei-me a quem me esperava para um brinde e
palrear um pouco com outros peregrinos fazendo o mesmo que nós.


Meia hora depois decidi
re-partir com destino ao tão desejado final.Feliz e com o sorriso de orelha a
orelha fui-me aproximando de Saint-Jean-Pied-de-Port, que não distava dali, tentando
reconhecer por onde já tinha passado, tudo estava intacto, a garagem das
bicicletas, a rua principal com o casario de um lado e do outro, lá ao fundo a
inconfundível rotunda. Mas que barulho ao longe que soava melodicamente bem,mas
que surpresa. Quanto mais me aproximava melhor suava o barulho, era mesmo música, tipo folclore. Como estava animada a
cidade até parecia que estavam à minha espera. Lindo, mas que lindo mesmo, que
alegria comovente eu tive.
Ainda tentamos acampar
no Camping Europa mas por metade do preço, preferimos passar as duas noites e
dois dias no parque municipal mesmo dentro da cidade.Tinha tudo o que
precisava-mos e as estrelas que conseguisse-mos abservar e eram muitas, para
quê pagar mais caro por mais cinco estrelas do outro camping.
Chegou o almoço muito bem acompanhado e regado.
Mas que delícia, huumm. Tudo em ordem…começamos o reconhecimento da cidade pela
rua estreita do interior que percorria toda a cidade desde as duas portas da
mesma. Entramos na igreja, simples
e velhinha. Interrompi o padre que deveria estar a rezar, pois não parava de
observer todas as pessoas que entravam e saíam e com o meu avontade habitual
questionei-o sobre a possibilidade em obter o carimbo no meu passaporte, mas
que simpatia e prontidão.
Objetivo conseguido fomos comemorar com uma boa
cidra. Caminhamos rua acima à descoberta.
Entrei no acolhimento dos peregrinos
e cruzei-me com um casal Português a praticar o voluntariado na mesa de
informação ao Peregrino. A nossa língua é extraordinária foi a mais bonita que
ouvi lá dentro e eram muitas as faladas ao mesmo tempo, mas que salada de
ediomas.
O resto do tempo em
Saint-Jean-Pied-de-Port foi repouso visitas e esperar pela segunda-feira para a
continuação da minha viagem com destino a Santiago.






















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