Não estava nos meus planos a minha saída de casa tão cedo.Foi o acaso a permitir que os meus olhos vissem e a minha máquina regista-se ,esta manhã, imagens do nascer do sol.Nada fazia prever que a luz aparece-se desta forma,tendo em conta o tempo incoberto e ameaçador de mais neve.
A neve,precisamente por causa dela.Após alguns minutos de extase, mergulhado naquele momento em escolher o melhor local,para imortalizar os instantes que se avizinhavam,mas que não esperavam.Não podia perder mais tempo,ele corria contra as minhas pretenções.Anda mexe-te,dizia eu para comigo,depois não te lamentes se for tarde de mais.O sol lá brilhava muito distante.Mais uma vez,depois de me instalar,pude finalmente contemplar e registar o nascimento do sol, que mesmo longe dali, fazia um espetáculo incrivel de contrastes,luz e cores.
Na minha mente, a única coisa que eu queria era ver o sol de perto, sentir o seu calor, vê-lo brilhar intensamente.Neste dia, neste belo dia,a forte luz acordou-me para a realidade, guardei a minha Canon,pés ao caminho e lá fui eu para casa ver o resultado daquele sol amarelo-alaranjado e escrever este texto para poder partilhar com vocês mais estes momentos ...
Quando uma luz ilumina os corações,a amargura é deixada de lado.O sol pôde brilhar com toda a intensidade,provocando nos rostos sorrisos de luz e felicidade.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Abstrata multidão
Olá,aqui estou eu de novo.
Levou mais que duas horas a minha escolha sobre este tema abstrato,coisas do exterior e do interior da Catedral St Nicolau de Fribourg.
Meti mãos aos ficheiros de clichés por mim em tempos realizados,a quando das minhas investidas a este histórico monumento.E lá fui eu vendo e revendo,o que muitas vezes foi visto.
Pensando,simplesmente pensando...esfrego os olhos suavemente,levanto-me da cadeira,dou uns passos,uma olhada pela janela para ver se ainda continua a nevar e vou buscar água.Volto a sentar-me,bebo um gole e no final faço um há dos grandes,daqueles de satisfação pela água bebida e pela descoberta da foto( IMG_9040)que me deu a deixa para este post no meu blog.Abstrata muiltidão.Foi assim que escolhi esta série de cinco que aqui partilhar convosco...
Abstrata multidão
Não é dado a todo o mundo tomar um banho de multidão: gozar da presença das massas populares é uma arte. E somente ele pode fazer, às expensas do gênero humano, uma festa de vitalidade, a quem urna fada insuflou em seu berço o gosto da fantasia e da máscara, o ódio ao domicílio e a paixão por viagens.
Multidão, solidão: termos iguais e conversíveis pelo poeta ativo e fecundo. Quem não sabe povoar sua solidão também não sabe estar só no meio de uma multidão ocupadíssima.
O poeta goza desse incomparável privilégio que é o de ser ele mesmo e um outro. Como essas almas errantes que procuram um corpo, ele entra, quando quer, no personagem de qualquer um. Só para ele tudo está vago; e se certos lugares lhe parecem fechados é que, a seu ver, não valem a pena ser visitados.
O passeador solitário e pensativo goza de uma singular embriaguez desta comunhão universal. Aquele que desposa a massa conhece os prazeres febris dos quais serão eternamente privados o egoísta, fechado como um cofre, e o preguiçoso. ensimesmado como um molusco. Ele adota como suas todas as profissões, todas as alegrias, todas as misérias que as circunstâncias lhe apresentem.
Isto que os homens denominam amor é bem pequeno, bem restrito, bem frágil comparado a esta inefável orgia, a esta solta prostituição da alma que se dá inteiramente, poesia e caridade, ao imprevisto que se apresenta, ao desconhecido que passa.
É bom ensinar, às vezes, aos felizes deste mundo, pelo menos para humilhar um instante o seu orgulho, que existem bondades superiores às deles, maiores e mais refinadas, Os fundadores de colônias, os pastores de povos, os sacerdotes missionários exilados no fim do mundo conhecem, sem dúvida, alguma coisa dessas misteriosas bebedeiras; e, no seio da vasta família que seu gênio criou, eles devem rir, algumas vezes, dos que se queixam de suas fortunas tão agitadas e de suas vidas tão castas.
(IMG_9040)
Meti mãos aos ficheiros de clichés por mim em tempos realizados,a quando das minhas investidas a este histórico monumento.E lá fui eu vendo e revendo,o que muitas vezes foi visto.
Pensando,simplesmente pensando...esfrego os olhos suavemente,levanto-me da cadeira,dou uns passos,uma olhada pela janela para ver se ainda continua a nevar e vou buscar água.Volto a sentar-me,bebo um gole e no final faço um há dos grandes,daqueles de satisfação pela água bebida e pela descoberta da foto( IMG_9040)que me deu a deixa para este post no meu blog.Abstrata muiltidão.Foi assim que escolhi esta série de cinco que aqui partilhar convosco...
Abstrata multidão
Não é dado a todo o mundo tomar um banho de multidão: gozar da presença das massas populares é uma arte. E somente ele pode fazer, às expensas do gênero humano, uma festa de vitalidade, a quem urna fada insuflou em seu berço o gosto da fantasia e da máscara, o ódio ao domicílio e a paixão por viagens.
Multidão, solidão: termos iguais e conversíveis pelo poeta ativo e fecundo. Quem não sabe povoar sua solidão também não sabe estar só no meio de uma multidão ocupadíssima.
O poeta goza desse incomparável privilégio que é o de ser ele mesmo e um outro. Como essas almas errantes que procuram um corpo, ele entra, quando quer, no personagem de qualquer um. Só para ele tudo está vago; e se certos lugares lhe parecem fechados é que, a seu ver, não valem a pena ser visitados.
O passeador solitário e pensativo goza de uma singular embriaguez desta comunhão universal. Aquele que desposa a massa conhece os prazeres febris dos quais serão eternamente privados o egoísta, fechado como um cofre, e o preguiçoso. ensimesmado como um molusco. Ele adota como suas todas as profissões, todas as alegrias, todas as misérias que as circunstâncias lhe apresentem.
Isto que os homens denominam amor é bem pequeno, bem restrito, bem frágil comparado a esta inefável orgia, a esta solta prostituição da alma que se dá inteiramente, poesia e caridade, ao imprevisto que se apresenta, ao desconhecido que passa.
É bom ensinar, às vezes, aos felizes deste mundo, pelo menos para humilhar um instante o seu orgulho, que existem bondades superiores às deles, maiores e mais refinadas, Os fundadores de colônias, os pastores de povos, os sacerdotes missionários exilados no fim do mundo conhecem, sem dúvida, alguma coisa dessas misteriosas bebedeiras; e, no seio da vasta família que seu gênio criou, eles devem rir, algumas vezes, dos que se queixam de suas fortunas tão agitadas e de suas vidas tão castas.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Caminhos de Outono
Nos caminhos de outono,os meus passos pisão alcatifas de matizadas folhas, que o verão foi ressequindo na ansiedade do futuro.Levo-me caminhando entre sombras de árvores quase despidas,escutando o canto dos pássaros,misturado ao son do barulho das folhas,à medida que avanço em busca de emoções novas!Absorvo com o olhar orientado pelo meu íntimo,todo este cenário com deleitada serenidade,guardando na minha memória tudo o que os meus olhos retêm,antes que o inverno chegue...
Ansiedade?...Encanto?...Desejo?...
Como é possível sabê-lo? Sei que no momento,gozo o delírio do colorido,da vontade de caminhar mais e nunca parar de sonhar,nos caminhos de outono.
A natureza ensina-nos a difícil lição dos frutos que amadurecem devagar: Semear... e um dia colher!
Ansiedade?...Encanto?...Desejo?...
Como é possível sabê-lo? Sei que no momento,gozo o delírio do colorido,da vontade de caminhar mais e nunca parar de sonhar,nos caminhos de outono.
A natureza ensina-nos a difícil lição dos frutos que amadurecem devagar: Semear... e um dia colher!
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Ao entardecer
Ao entardecer,num sítio ideal de bem estar e bem sentir a presença do sol que se vai esconder,onde procuramos o ângulo exato em cada instante que passa,cada vez mais um melhor que o outro.
Como nada na vida se perde,em todo o tempo de espera,adquirimos silêncios envoltos de imagens só nossas,com cores de um calor avassalador e embriegados de luz cor celeste.São instantes de uma adrenalina crescente mas doseada,cuja causa maior é que nunca acabem aqueles momentos plenos de magia.
Um fotógrafo amador,é aquele que partilha e não esconde como e onde realiza as suas fotografias,esperando de retorno,as criticas,sentindo-se assim reconhecido.
Desejo de Vitor Hugo
Como nada na vida se perde,em todo o tempo de espera,adquirimos silêncios envoltos de imagens só nossas,com cores de um calor avassalador e embriegados de luz cor celeste.São instantes de uma adrenalina crescente mas doseada,cuja causa maior é que nunca acabem aqueles momentos plenos de magia.
Um fotógrafo amador,é aquele que partilha e não esconde como e onde realiza as suas fotografias,esperando de retorno,as criticas,sentindo-se assim reconhecido.
Desejo de Vitor Hugo
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Pigmentos? Salpicos?Reflexos?...
São estes momentos únicos que aqui e agora partilho convosco.Há quem lhes chama pura e simplesmente reflexos( espelhos).Eu vou mais além e chamar-lhes-ia pigmentos na água.Também poderemos dizer que são salpicos e luz de imagens desturcidas, e projetadas na água.Segundo cada um,a imaginação pode ser fértil até ao infinito,queiramos nós.
Agora perdi-me no infinito de meu pensamento...talvez pensem,devido à minha escrita, que estas imagens possam ser uma utopia planeada.Puro engano, as situações acontecem,é preciso estar lá e ver com olhos de ver.
Será magia?Pois bem...em meu parco entender,na fotografia,é preciso acima de tudo ser persistente,investir algum e ler muito,mesmo muito.Tem dias que volto atrás,imenso atrás,no resumo da minha história relacionada com a fotografia.Tudo começou sem ter dado por isso,mas sentia que o entusiasmo era enorme cada vez que manipulava a minha Canon.O que em tempos foi sonho,hoje é muito mais que uma realidade.
No caminhar dos Astros,na contagem do tempo,evoluímos na Alma, mas percorremos o Caminho frágeis no Coração. Amamos a realidade muito mais que o Sonho.
Agora perdi-me no infinito de meu pensamento...talvez pensem,devido à minha escrita, que estas imagens possam ser uma utopia planeada.Puro engano, as situações acontecem,é preciso estar lá e ver com olhos de ver.
Será magia?Pois bem...em meu parco entender,na fotografia,é preciso acima de tudo ser persistente,investir algum e ler muito,mesmo muito.Tem dias que volto atrás,imenso atrás,no resumo da minha história relacionada com a fotografia.Tudo começou sem ter dado por isso,mas sentia que o entusiasmo era enorme cada vez que manipulava a minha Canon.O que em tempos foi sonho,hoje é muito mais que uma realidade.
No caminhar dos Astros,na contagem do tempo,evoluímos na Alma, mas percorremos o Caminho frágeis no Coração. Amamos a realidade muito mais que o Sonho.
sábado, 17 de novembro de 2012
Nevoeiro de outono com sol no final
Às vezes temos a sensação de que a caminhada é tão árdua, que não poupamos a mente aprisionada a tal ideia.
Mesmo em dias de nevoeiro outonal ,anunciando que o inverno está para chegar.
Na tentativa de descobrir coisas diferentes,fui caminhando e observando o que mais perto de mim se encontrava.Dissipei o nevoeiro interno e como que por magia,o externo foi dando lugar à aparição do sol,permitindo assim observar jorros de luz ,criando cores deslumbrantes.Fribourg era uma tela a meus olhos.Nunca tinha eu visto esta cidade com tão grande fogosidade luminosa.
A conclusão é que o nevoeiro é como o sol de verão e as flores da primavera, deve existir como todo o resto e assim podemos olhar mais para nós mesmos e, também, para o que está mais perto e fácil de atingir.
...acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Mesmo em dias de nevoeiro outonal ,anunciando que o inverno está para chegar.
Na tentativa de descobrir coisas diferentes,fui caminhando e observando o que mais perto de mim se encontrava.Dissipei o nevoeiro interno e como que por magia,o externo foi dando lugar à aparição do sol,permitindo assim observar jorros de luz ,criando cores deslumbrantes.Fribourg era uma tela a meus olhos.Nunca tinha eu visto esta cidade com tão grande fogosidade luminosa.
A conclusão é que o nevoeiro é como o sol de verão e as flores da primavera, deve existir como todo o resto e assim podemos olhar mais para nós mesmos e, também, para o que está mais perto e fácil de atingir.
...acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Olhar como marinheiro as águas e o seu sal
E ir atrás do Destino dos navegadores
Que nosso sangue fez sangue de conquistadores.
Esta veia nasce sobre mar de Portugal
E continua, e vai espalhando-se ao Atlântico
As naus nossas do nosso cântico.
Eu sou português da minha própria história,
Sei dos reinados, vivo a revolução, imagino o poder
Que não finda a nossa chama de vitória
Nem mais vitorioso posso eu querer…
Há vitória ainda dos tempos de D.Sebastião –
Esse que ainda é esperança dos aterrorizados
Esse que desceu sobre a batalha já de si vencida –
Causador das telas com um fundo baço sem exactidão
E onde jaz a hipotética esperança e vinda
De el-rei e de seus antepassados…
E achais vós, portugueses, que está perto de vir
Essa estátua elevada aos céus cinzentos
Sob um nevoeiro indefinido, superior ao tempo
Dos nossos descobrimentos?
terça-feira, 13 de novembro de 2012
entre um pingo e outro a chuva não molha...
Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.Para contrariar este raciocínio e sabendo que entre um pingo e outro a chuva não molha,meti os pés ao caminho e parti à caça às imagens,na espetativa de conseguir fotografar instantes bem diferentes dos habituais.Há cuidados a ter sobretudo com o material por causa da humidade,mas também connosco para evitar as constipações e gripes.Depois de tudo muito bem protegido,fiz das pernas rodas e,lá fui eu à aventura...
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.Ambos existem; cada um como é.Assim e aqui,partilho momentos em rabiscoimagens de sol ,que a chuva apagou.
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.Ambos existem; cada um como é.Assim e aqui,partilho momentos em rabiscoimagens de sol ,que a chuva apagou.
sábado, 10 de novembro de 2012
Em dias de chuva
Nos dias de chuva é o melhor momento para dar uma volta às imagens mais ou menos equecidas,no meu disco duro externo.
Não é que o tempo de chuva seja menos bom para se conseguir bons momentos de fotografia,até porque a luz é muito mais verdadeira e proporciona imagens com excelentes cores,bons reflexos,gotas d'água,a luminusidade e etc...etc...etc.
Aqui proponho uma série de imagens de pormenores e detalhes,que passam despercebidos ao comum dos turistas que visitam o castelo da Gruyère.Não é minha intensão acusar os mais destraídos,mas sim lembrar que é sempre bom voltar a rever o que nos parece já visto.É sempre bom descobrirmos coisas novas e de interesse,que antes nem nos tinhamos apercebido.
Espero apreciem estes detalhes e não se assustem com as caretas.
Não é que o tempo de chuva seja menos bom para se conseguir bons momentos de fotografia,até porque a luz é muito mais verdadeira e proporciona imagens com excelentes cores,bons reflexos,gotas d'água,a luminusidade e etc...etc...etc.
Aqui proponho uma série de imagens de pormenores e detalhes,que passam despercebidos ao comum dos turistas que visitam o castelo da Gruyère.Não é minha intensão acusar os mais destraídos,mas sim lembrar que é sempre bom voltar a rever o que nos parece já visto.É sempre bom descobrirmos coisas novas e de interesse,que antes nem nos tinhamos apercebido.
Espero apreciem estes detalhes e não se assustem com as caretas.
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