sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

ABADIA D'HAUTERIVE

A Abadia d'Hauterive ("Altaripa": o banco alto) é fundada por Guillaume de Glâne, Senhor de Villars-sur-Glâne e Arconciel. Entre 1131 e 1137,  trouxe religiosos da abadia de Cherlieu a quem oferece a terra necessária para os trabalhos. Para facilitar a construção do mosteiro, mandou demolir o seu castelo e reutilizou os materiais para a construção da abadia onde morreu e aí foi sepultado, em fevereiro de 1142 ou 1143.

Está localizado a 7 km de Friburgo (Suíça). Instalado em um meandro do Sarine, ocupa um sitio encantador, tipicamente cisterciense, onde a natureza realiza uma harmonia feliz entre a água, a vegetação e a pedra. Também deriva seu nome (alta ripa significa "banco alto" em latim) da presença de um penhasco imponente esculpido pelas águas e que fecha como uma barreira intransponível o local para o sul.
 É neste lugar privilegiado que a comunidade de monges conduz uma vida simples e pacífica estruturada pela Regra de São Bento, cujos três principais pilares são: oração, trabalho e vida fraterna.

E também como atestam as imagens seguintes, os tempos livres são muito bem ocupados.


Todo e qualquer morador de Marly porventura conhece Hauterive e o seu convento. Concerteza também os caminhos pedestres ao longo do rio Sarina de um lado e do outro, a imponente Abadia protegida por uma vedação de rede com estacas de pau. Numa boa parte dessas estacas, vemos rostos bem expressivos, escultados ao que parece por dois monges, que para além da meditação,se divertem, embelezando simples estacas, permitindo assim a quem por ali se passeia, poder observar esta exposição gratuita nesta galeria a céu aberto e onde impera o silêncio perturbado apenas pelos sons do habita natural.
 É por este caminho cujas estacas atrás referidas estão visiveis que temos acesso à galeria a céu aberto, cujo preço a pagar é o de nos mantermos em silêncio podendo tocar e observar as muitas mini esculturas. Vamos a elas então...





Bom, agora um pequeno intervalo fica muito bem. Desfrutem deste banco mas tenham cuidado pois tem um pouco de neve e deve estar frio. Se permanecerem muito tempo sentados, acabam por limpar o acento para o próximo grupo.


Depois desta pequena pausa, convido-vos a continuarem esta visita porque o melhor está para vir. Vamos lá então meter os pés ao cominho para não perder pitada não esquecendo que estamos em...


Recomecemos a visita à galeria observando suas magníficas mini esculturas.
E assim terminamos a visita à galeria a céu aberto que circunda o Mosteiro Abadia de Hauterive.

Este magnífico roteiro, curto certo, mas muito interessante, por mim considerado como uma terapia para momentos menos bons.
Estudos provam que as áreas verdes podem mudar a mente das pessoas. Caminhar por zonas de silêncio com a natureza como pano de fundo, aumenta a felicidade e o estado d’alma e ajuda a aliviar a depressão. Caminhar ao ar livre e pela natureza está relacionado com uma melhor saúde mental, maior positividade, maior foco e aumenta a criatividade. É cada vez mais importante para combater as exigências desenfreadas da vida moderna.

Espero tenham apreciado esta minha partilha. Venham lá esses ossos para o grande abraço de amizade.

joaquim laurindo
 

sábado, 20 de janeiro de 2018


Olá meus amigos,  grande e forte abraço.
 Quando alguma coisa é importante cedo ou tarde volta a acontecer.

Após diluir todos os meus problemas com as minhas boas maneiras e o meu querer, eis a chegada da retoma em voltar a partilhar os meus  bons momentos.

Está decidido, chega de indecisões. A pasmaceira não é o meu querer. Soltei um sorriso quase gargalhada de alegria, só pelo facto de me ver de novo com vontade em desfrutar dos bons momentos que partilhei  e partilharei,  com  entusiasmo.

Para acelarar um pouco este meu passo, ofereci-me uma Nikon COOLPIX P900, uma nova mochila e um  tripé, multifuncional de marca CULLMANN  522T.

Com várias incursões pelo terreno, fui registando momentos com pouco entusiasmo mas mesmo assim, ia insistindo e aos poucos o stock já era animador.

Uma bela manhã acordei decidido a  abrir o photoshop e toca a limpar as fotos deste novo bijosinho. Pelos resultados que fui vendo pensei logo em criar novo texto para novo post, pois tinha qualquer coisa interessante.
Imensas vezes escrevi e apaguei, peguei e larguei o rato, até que… Por hoje fico por aqui, depois  vê-se…

Não tenho ideia de quantos dias passaram. Talvez uma semana  ou mais, sem voltar a pensar no photoshop ou em escrever seja o que quer que fosse…

Comecei por abrir uma garrafa do bom tinto, sentado à mesa em frente do meu Mac.  Fui trocando o líquido de recipiente e à medida que um se enchia, o outro ia ficando menos cheio. Olhei para o meu lado direito como se ali estivesse alguém com quem partilhar um à nossa… mas ninguém, apenas o silêncio por companhia.  Alonguei o olhar para lá da janela, mas na rua não passava ninguem, foi impressão minha, talvez as folhas voando .
O cenário no exterior nao era muito agradável. Ventava forte com chuva à mistura, dominava o frio habitual. Fui bebendo  sempre em pequenos tragos e a cada um, o haaaa da prache.  Aos poucos a garrafa la foi indo. Senti os olhos brilhantes e as bochechas aquecendo, muito provavelmente estariam rosadas, no minimo.

Fixei o Mac e lá me decidi a pesquisar de novo os ficheiros  mais recentes sem lhes prestar grande atenção.
O tempo passou e passou…fiz um intervalo para descançar as costas e refrescar as ideias. Caminhei pelo passado recordando muitos e bons posts no meu blog…hó quantos km de palavras escritas…senti-me cansado mas contente pelo bom resultado.
Para Lá e para cá...vindo e indo, sempre procurando o que não se vê logo ali entre a linha do horizonte e o que fica para lá da mesma... Para cá e para lá...

Agora partilho algumas dessas fotos realizados com o meu novo Bijou.
 
Gruyère doce gruyère, noiva da natureza com seu imponente manto branco, reclama para si, a fama do seu encanto. ( Frase: Joaquim Laurindo jlrs)



Sempre em terras de Fribourg, bem próximo do lago de Morat, entre Avanches e Sugiez. Denso nevoeira, alguma neve e muito frio.


Por terras de França e na região de Alsace a subida ao ponto mais alto, o Grand Ballon do mesmo nome, o tempo era rude bem invernal, onde o vento, o nevoeiro e muita  neve dividiam as tarefas em partes iguais. Muito frio…muito frio,  naquelas paragens.
Faxada de uma casa em ruínas algures em França.



Espero tenham gostado desta minha nova partilha. Aqui fica o meu grande abraço e bem hajam.

Joaquim Laurindo (jlrs)