quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Com aromas a Natal

Foram longos os quilómetros de Marly a Strasbourg França. 
  
 

O tempo nada fazia prever de bom...muita chuva e vento frio todo o dia.Percorremos parte das ruelas e tendinhas,muuuuuuitas...mesmo muitas.Havia um pouco de tudo alusivo à quadra natalícia naquelas ruas e praças,nas redondezas da grande e formosa Catedral (a segunda maior de França com 151m alt.).Não tenho palavras para descrever a formidável obra do passado.Apenas um senão, é enorme para o local onde se encontra,ou melhor,tudo o que a rodeia é pequeno,talvez demasiadamente próximo para a grandiosidade do monumento.

Gente de todas as línguas?Mais que muitos...mergulhados na multidão e a paço de lêsma,lá fomos sendo télé guiados no meio daquele aperto.Ainda bem que estava frio.

À porta dos restaurantes,que eram muitos,havia fila de espera,nunca tinha visto o tal.Optamos por uma pisaria por ser menos concorrida e mesmo assim cheia.Aqui,desprezamos o deslizar dos ponteiros para desfrutar do repasto.

Ao passar o limiar daquela enorme porta, o interior é de pasmar...imensos e enormes vitrais,um orgão de belo efeito visual,cadeiras para milhentas pessoas se sentarem e um enorme corredor central,indicando bem lá ao fundo o chamado altar mor.Velas acesas por tudo o que é canto,o teto de uma altura imensa,muitas colunas redondas de grande diâmetro e mais dois corredores laterais com vários altares,cada um alusivo ao seu santo.


Tudo em grandes proporções menos a luminosidade,por isso aconselhável o porte de um tripé e cabo de obturador.

Como não quis ir carregado,os bons resultados foram mínimos...fica para a próxima.


 





Aquele abraço e até breve...



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Olá meus amigos,sim...assiduidade é preciso,pois não vos posso privar destes momementos e aqui partilho...

PICUS  CANUS

O"Peto de Cabeça Cinzenta" encontra-se muito associado a florestas,sobretudo de folha caduca e mistas,ocorrendo a maiores altitudes que o seu parente,o "Peto Verde".Formam-se por vezes,casais mistos entre estas duas espécies.Durante a corte,esta ave bica não só árvores,mas também quaisquer outros objetos ressonantes,como telhados de zinco,pára raios e postes matálicos.

O seu ninho é quase invariavelmente construido num buraco de uma árvore velha ou seca.No verão, o pica-pau de cabeça grisalha come vermes, larvas de besouro e outros insetos. No inverno é de sementes que se alimenta.

Distribui-se pelas zonas temperadas da Europa e Ásia,chegando ao sul da China,Malásia e Sumatra.




 


Tinha acabado de ler um livro e para esticar as pernas,levatei-me,dei alguns passos até à janela.Por entre as cortinas observei na direção do horizonte.Ao arrastar de regresso o meu olhar,deparei com este pássaro de cores vivas,a picar o solo com enorme fogosidade,grande manjar tinha ele descoberto!

Uma correria.Canon em ação.Tripé e cabo do obturado...foi só dar tiros.Picus Canus,em Português,Peto de Cabeça Cinzenta,pertença da familia dos Pica Pau,com um tamanho entre 25 a 26cm.Esta espécie é de difícil observação por ser tão assustadiço.Não era o caso naquele momento,tal era o silêncio envolvente.

Como se vê nas fotos,ainda há neve.E o pássaro incansável,extremamente vigilante a cada série de bicadas no solo.De repente volatilizou-se sem me dar tempo do tiro final.Conforme o vi,assim o perdi.Nada fazia prever a sua partida.Fiquei triste,tinha-me preparado mas uma pequena distração foi fatal...


 




Até breve,abraço!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Entre Montana e Montreux

Ai se fosse possível aumentar a dimenção das rodas do meu carro para o dobro e o desenho da estrada menos acidentado,concerteza a velocidade seria outra,para não perder pitado das cores do céu.

Fui obrigado a parar.

O meu olhar crispou-se freneticamente ao movimento do sol em final de tarde.De pé e de máquina em punho,senti a sensação do vento frio com cores de ouro alaranjado.Impossível fixar.Lindo o sonho do olhar apaziguante disperso pela distância longínqua.Tremendamente belo o instante colado ao infinito.Assisti hoje mais uma vez e por instantes,a um dos mais belos espetáculos deste Universo,do qual também faço parte(PÔR-DO-SOL).

O meu olhar fixa o pronúncio das trevas da noite,mas ela,a luz do sol,teima em resistir e tarda ao máximo a treva,a consumação da chegada da noite.Prepara-se mais um ciclo,porventura igual ao vivido hoje...a minha vaidade é eterna...sinto-me feliz por ser desigual a muitos mais.Por isso,a minha vontade em colocar aqui alguns momentos por mim vividos.

 

E porque faz frio,aproveitem a aquecer os vossos olhos com estas cores quentes do pôr-do-sol.






Ontem 1° de Dezembro 2012,em final de tarde e de regresso a casa,fui presenteado com estes cenários pintura,dádiva da natureza...é sempre bom saír de casa e apreciar o que de bom existe fora muros.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hoje quando o sol nasceu

Não estava nos meus planos a minha saída de casa tão cedo.Foi o acaso a permitir que os meus olhos vissem e a minha máquina regista-se ,esta manhã, imagens do nascer do sol.Nada fazia prever que a luz aparece-se desta forma,tendo em conta o tempo incoberto e ameaçador de mais neve.

A neve,precisamente por causa dela.Após alguns minutos de extase, mergulhado naquele momento em escolher o melhor local,para imortalizar os instantes que se avizinhavam,mas que não esperavam.Não podia perder mais tempo,ele corria contra as minhas pretenções.Anda mexe-te,dizia eu para comigo,depois não te lamentes se for tarde de mais.O sol lá brilhava muito distante.Mais uma vez,depois de me instalar,pude finalmente contemplar e registar o nascimento do sol, que mesmo longe dali, fazia um espetáculo incrivel de contrastes,luz e cores.

Na minha mente, a única coisa que eu queria era ver o sol de perto, sentir o seu calor, vê-lo brilhar intensamente.Neste dia, neste belo dia,a forte luz acordou-me para a realidade, guardei a minha Canon,pés ao caminho e lá fui eu para casa ver o resultado daquele sol amarelo-alaranjado e escrever este texto para poder partilhar com vocês mais estes momentos ...






Quando uma luz ilumina os corações,a amargura é deixada de lado.O sol pôde brilhar com toda a intensidade,provocando nos rostos sorrisos de luz e felicidade.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Abstrata multidão

Olá,aqui estou eu de novo.

                                                 
(IMG_9040)
 
Levou mais que duas horas a minha escolha sobre este tema abstrato,coisas do exterior e do interior da Catedral St Nicolau de Fribourg.

Meti mãos aos ficheiros de clichés por mim em tempos realizados,a quando das minhas investidas a este histórico monumento.E lá fui eu vendo e revendo,o que muitas vezes foi visto.

Pensando,simplesmente pensando...esfrego os olhos suavemente,levanto-me da cadeira,dou uns passos,uma olhada pela janela para ver se ainda continua a nevar e vou buscar água.Volto a sentar-me,bebo um gole e no final faço um há dos grandes,daqueles de satisfação pela água bebida e pela descoberta da foto( IMG_9040)que me deu a deixa para este post no meu blog.Abstrata muiltidão.Foi assim que escolhi esta série de cinco que aqui partilhar convosco...





Abstrata multidão

Não é dado a todo o mundo tomar um banho de multidão: gozar da presença das massas populares é uma arte. E somente ele pode fazer, às expensas do gênero humano, uma festa de vitalidade, a quem urna fada insuflou em seu berço o gosto da fantasia e da máscara, o ódio ao domicílio e a paixão por viagens.
Multidão, solidão: termos iguais e conversíveis pelo poeta ativo e fecundo. Quem não sabe povoar sua solidão também não sabe estar só no meio de uma multidão ocupadíssima.
O poeta goza desse incomparável privilégio que é o de ser ele mesmo e um outro. Como essas almas errantes que procuram um corpo, ele entra, quando quer, no personagem de qualquer um. Só para ele tudo está vago; e se certos lugares lhe parecem fechados é que, a seu ver, não valem a pena ser visitados.
O passeador solitário e pensativo goza de uma singular embriaguez desta comunhão universal. Aquele que desposa a massa conhece os prazeres febris dos quais serão eternamente privados o egoísta, fechado como um cofre, e o preguiçoso. ensimesmado como um molusco. Ele adota como suas todas as profissões, todas as alegrias, todas as misérias que as circunstâncias lhe apresentem.
Isto que os homens denominam amor é bem pequeno, bem restrito, bem frágil comparado a esta inefável orgia, a esta solta prostituição da alma que se dá inteiramente, poesia e caridade, ao imprevisto que se apresenta, ao desconhecido que passa.
É bom ensinar, às vezes, aos felizes deste mundo, pelo menos para humilhar um instante o seu orgulho, que existem bondades superiores às deles, maiores e mais refinadas, Os fundadores de colônias, os pastores de povos, os sacerdotes missionários exilados no fim do mundo conhecem, sem dúvida, alguma coisa dessas misteriosas bebedeiras; e, no seio da vasta família que seu gênio criou, eles devem rir, algumas vezes, dos que se queixam de suas fortunas tão agitadas e de suas vidas tão castas.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Caminhos de Outono

Nos caminhos de outono,os meus passos pisão alcatifas de matizadas folhas, que o verão foi ressequindo na ansiedade do futuro.Levo-me caminhando entre sombras de árvores quase despidas,escutando o canto dos pássaros,misturado ao son do barulho das folhas,à medida que avanço em busca de emoções novas!Absorvo com o olhar orientado pelo meu íntimo,todo este cenário com deleitada serenidade,guardando na minha memória tudo o que os meus olhos retêm,antes que o inverno chegue...

Ansiedade?...Encanto?...Desejo?...

Como é possível sabê-lo? Sei que no momento,gozo o delírio do colorido,da vontade de caminhar mais e nunca parar de sonhar,nos caminhos de outono.


A natureza ensina-nos a difícil lição dos frutos que amadurecem devagar: Semear... e um dia colher!





quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ao entardecer

Ao entardecer,num sítio ideal de bem estar e bem sentir a presença do sol que se vai esconder,onde procuramos o ângulo exato em cada instante que passa,cada vez mais um melhor que o outro.

Como nada na vida se perde,em todo o tempo de espera,adquirimos silêncios envoltos de imagens só nossas,com cores de um calor avassalador e embriegados de luz cor celeste.São instantes de uma adrenalina crescente mas doseada,cuja causa maior é que nunca acabem aqueles momentos plenos de magia.

Um fotógrafo amador,é aquele que partilha e não esconde como e onde realiza as suas fotografias,esperando de retorno,as criticas,sentindo-se assim reconhecido.





 

Desejo de Vitor Hugo

 
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pigmentos? Salpicos?Reflexos?...

São estes momentos únicos que aqui e agora partilho convosco.Há quem lhes chama pura e simplesmente reflexos( espelhos).Eu vou mais além e chamar-lhes-ia pigmentos na água.Também poderemos dizer que são salpicos e luz de imagens desturcidas, e projetadas na água.Segundo cada um,a imaginação pode ser fértil até ao infinito,queiramos nós.

Agora perdi-me no infinito de meu pensamento...talvez pensem,devido à minha escrita, que estas imagens possam ser uma utopia planeada.Puro engano, as situações acontecem,é preciso estar lá e ver com olhos de ver.

Será magia?Pois bem...em meu parco entender,na fotografia,é preciso acima de tudo ser persistente,investir algum e ler muito,mesmo muito.Tem dias que volto atrás,imenso atrás,no resumo da minha história relacionada com a fotografia.Tudo começou sem ter dado por isso,mas sentia que o entusiasmo era enorme cada vez que manipulava a minha Canon.O que em tempos foi sonho,hoje é muito mais que uma realidade.

 

No caminhar dos Astros,na contagem do tempo,evoluímos na Alma, mas percorremos o Caminho frágeis no Coração. Amamos a realidade muito mais que o Sonho.












sábado, 17 de novembro de 2012

Nevoeiro de outono com sol no final

Às vezes temos a sensação de que a caminhada é tão árdua, que não poupamos a mente aprisionada a tal ideia.
Mesmo em dias de nevoeiro outonal ,anunciando que o inverno está para chegar.


Na tentativa de descobrir coisas diferentes,fui caminhando e observando o que mais perto de mim se encontrava.Dissipei o nevoeiro interno e como que por magia,o externo foi dando lugar à aparição do sol,permitindo assim observar jorros de luz ,criando cores deslumbrantes.Fribourg era uma tela a meus olhos.Nunca tinha eu visto esta cidade com tão grande fogosidade luminosa.

A conclusão é que o nevoeiro é como o sol de verão e as flores da primavera, deve existir como todo o resto e assim podemos olhar mais para nós mesmos e, também, para o que está mais perto e fácil de atingir.

...acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.







 
Olhar como marinheiro as águas e o seu sal

E ir atrás do Destino dos navegadores
Que nosso sangue fez sangue de conquistadores.

Esta veia nasce sobre mar de Portugal
E continua, e vai espalhando-se ao Atlântico
As naus nossas do nosso cântico.

Eu sou português da minha própria história,
Sei dos reinados, vivo a revolução, imagino o poder
Que não finda a nossa chama de vitória
Nem mais vitorioso posso eu querer…

Há vitória ainda dos tempos de D.Sebastião –
Esse que ainda é esperança dos aterrorizados
Esse que desceu sobre a batalha já de si vencida –
Causador das telas com um fundo baço sem exactidão
E onde jaz a hipotética esperança e vinda
De el-rei e de seus antepassados…

E achais vós, portugueses, que está perto de vir
Essa estátua elevada aos céus cinzentos
Sob um nevoeiro indefinido, superior ao tempo
Dos nossos descobrimentos?