Bem cedo acordei e como
tinha dito ao Bilou para dormirem mais um pouco, desci, tomei o pequeno-almoço
e ainda escuro fiz-me à estrada com Lèon no pensamento.
Com paragens aqui e ali
para necessidades fisiológicas fui pedalando sem dificuldades, muito fácil
mesmo a ponto de só ter feito a primeira grande paragem com 66km percorridos,
já em Sahagún.
Concerteza que em tempos foi uma belíssima cidade, o que não era
o seu caso atual.
Muitas ruínas do antigo. Descansei um pouco bebi um café e
continuei viagem.
Ainda antes de Sahagún fiz companhia a um ciclista durante largos km, com uma lesão muscular e que por tal motivo, pedalava apenas com uma perna, a direita e de tempos a tempos com as duas mas muito pouco. Fomos conversando dos motivos que nos levava a estar ali, de onde vinha-mos e qual o nosso destino final. Era um habitual dos caminhos de Santiago. Já tinha feito ; CAMINOS DE LA PLATA, CAMINHO PORTUGUÊS, CAMINO DEL NORTE dito por ele, o mais difícil e agora, EL CAMINO FRANCÊS. Ouvi com grande entusiasmo as suas aventuras, era professor de preparação física e agora via-se sem certezas de como e onde terminaria. Convidou-me a prosseguir o meu caminho e a um dado momento apercebi-me que não se sentia no direito de me ter por companhia e assim prejudicar a minha viagem. Decidi por bem seguir o meu ritmo, desejando-lho um feliz e bom camino.Não mais o vi nem sei como e onde terá terminado esta sua aventura.
Ainda antes de Sahagún fiz companhia a um ciclista durante largos km, com uma lesão muscular e que por tal motivo, pedalava apenas com uma perna, a direita e de tempos a tempos com as duas mas muito pouco. Fomos conversando dos motivos que nos levava a estar ali, de onde vinha-mos e qual o nosso destino final. Era um habitual dos caminhos de Santiago. Já tinha feito ; CAMINOS DE LA PLATA, CAMINHO PORTUGUÊS, CAMINO DEL NORTE dito por ele, o mais difícil e agora, EL CAMINO FRANCÊS. Ouvi com grande entusiasmo as suas aventuras, era professor de preparação física e agora via-se sem certezas de como e onde terminaria. Convidou-me a prosseguir o meu caminho e a um dado momento apercebi-me que não se sentia no direito de me ter por companhia e assim prejudicar a minha viagem. Decidi por bem seguir o meu ritmo, desejando-lho um feliz e bom camino.Não mais o vi nem sei como e onde terá terminado esta sua aventura.
Retas e mais retas, retas intermináveis com grandes planícies onde muito provavelmente tinham amadorecido cereais pelo aspeto dos terrenos de cor amarelada da palha deixada. A maior dificuldade era mesmo a longínqua linha do horizonte com a estrada aqui sim, a tornar-se muito perigosa tal era a quantidade de tráfego rodoviário misto e foi assim até Lèon.
Chegada à entrada da cidade, 13h00 em ponto. O Bilou e a Clara já se encontravam no camping instalados e preparavam o seu almoço quando eu telefonei para que me viessem apanhar junto do centro comercial à entrada da cidade.
Uma hora depois
estavamos de novo juntos, mais uma vez bicicleta pendurada e toca a mexer para
o interior da cidade conhecer um pouco e procurar onde conseguir umas pequenas lembranças. A praça junto da
Catedral e esta eram concerteza o centro das atenções, tendo em conta o grande aglomerado
de pessoas ali presentes, peregrinos e outros turistas.
Enquanto esperamos pela abertura do oficio do turismo para
o respetivo carimbo, aproveitamos para consumir umas canhas bem fresquinhas e
bem-vindas. Com o decorrer das horas e o cansaço a posssuir-me, decidimos ir
fazer umas compras para o jantar e regressamos ao campismo porque no dia
seguinte uma nova etapa me esperava e como faltava pouco para chegar a
Santiago, para quê estragar o que ia assim tão bem.

















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