Mais uma vez e à hora
prevista como até aqui, depois do aquecimento no início de cada etapa, toca a
subir sem grande dificuldade é certo, mas a subir.
Foi mais ou menos
rápida a chegada a Logronho, cidade enorme com muitas vias rápidas. Não gostei.
A porca começou a trocer o rabo para encontrar a estrada direção Santo Domingo
de la Calzada, quando cheguei à zona industrial de Logronho.
Ali junto da rotunda,
onde tinha-mos marcado encontro pelo telefone momentos antes, permaneci
impávido e sereno, servindo de ponto de curiosidade a praticamente todos os automobilistas
que ali passavam naquela incontornável rotunda. Com os olhos posto na linha do
horizonte da longa reta por onde eles deveriam chegar. A minha ansiedade
terminou pouco tempo depois ao ver o sinal de luzes de um carro ao longe.
Grande sorriso de contentamento e um yess…yess…yess, serrando os punhos de
alegria.
Tudo bem Padrinho disse o Bilou à chegada, como aliás
sempre perguntava a cada encontro. Pendorar a bicicleta no carro, demos voltas
e mais voltas, passado uma boa hora lá conseguimos encontrar a estrada onde
podia pedalar sem perigo e na boa direção. Foi uma dor de cabeça saír desta
cidade. Aqui outra vez, não muito obrigado.
A espaços e para passar
dentro de algumas lindas aldeias do itenerário de Santiago, saía da estrada e
pedalava nos caminhos e mais uma vez voltei a cruzar-me com muitos peregrinos, muitos
mesmo de todas as idades e continentes, asiáticos, europeus, sul americanos, indianos
e africanos. Todos desejavam bom camino cada um com o sotaque da sua lingua
materna.
Deu para perceber mais
uma vez que era difícil rolar nestes caminhos com os meus pneus, pois haviam
muitas pedras soltas, areia e sobretudo muitas subidas curtas é certo mas acrescidas de dificuldade com
o seu estado VTTista e grande movimento pedestre.
Voltava eu de novo à estrada
para recuperar o tempo perdido pelos desvios e velocidade lenta a que tinha
sido sujeito.
À passagem por Estella, outro lugar conhecido que tinha visitado uns anos antes com os meus amigos Marcelo e João. Claro que recordei com saudade esse tempo e o desejo de os ter ali de novo, mas desta vez todos de bicicleta. Mas como sonhar faz parte da vida, aqui fica este meu pensar.
Aproximava-me a
pedaladas largas do lugar onde nasceu em mim esta ideia em pedalar um dia até
Santiago. Sim foi em Santo Domingo de la Calzada ao passar por muitos
peregrinos uns anos antes e com os meus amigos pedalando, que eu sentado ao
volante, prometi a mim mesmo pensar seriamente em fazer isto mas de bicicleta e
a partir da minha residência, Marly-Suiça e até Santiago de CompostelaFoi com todo este filme do passado na minha mente que sem me aperceber, vi pela primeira vez a indicação tão desejada e gritei bem alto, estou a chegar a Santo Domingo de la Calzada.Tinha a certeza que não era uma visão mesmo sendo um vislumbrar bem longíncuo do povoado. Não mais me saiu o sorriso do rosto, apenas algo invulgar ao até aqui acontecido me poderia deter.
Rejovenesci em forças e foi num ápice que cheguei em frento do camping, apenas 5 km da cidade desejada. Sentado em frente da receção esperei a chegada do Bilou e da Clara.


Fizemos a inscrição e quanddo nos preparava-mos para ir
ocupar o lugar e montar as tendas, ouvimos gritar fogo…fogo no camping, chamem
os bombeiros.
Mas que grande confusão
rapidamente ali se instalou. Algum tempo de espera até que chegou a ordem para
poder entrar. Afinal houve realmente fogo mas de pequenas proporções, junto à
vedação mas do lado de fora. 
Depois de instalados, partimos
à descoberta da cidade que ficava já ali. Era inorme esta cidade medieval,
fomos percorrendo ruas e ruelas charmosas e limpas, cheias de história,
encontramos o oficio do turismo para o carimbo e outras coisas mais muito
interessantes. Continuamos a visita muito atentos a novas descobertas e mais
uma vez junto da estrada principal que separa o antigo do moderno,
instalamo-nos numa esplanada e lá foram mais umas canhas, não me lembro
quantas. Depois foi a janta, descançar em mais uma noite fria e mais do mesmo
na manhã seguinte.













Sem comentários:
Enviar um comentário