quinta-feira, 2 de março de 2017

Décima Primeira Etapa

11 etapa: Puente la Reina/Santo Domingo de la Calzada 120km
Mais uma vez e à hora prevista como até aqui, depois do aquecimento no início de cada etapa, toca a subir sem grande dificuldade é certo, mas a subir.
Foi mais ou menos rápida a chegada a Logronho, cidade enorme com muitas vias rápidas. Não gostei. A porca começou a trocer o rabo para encontrar a estrada direção Santo Domingo de la Calzada, quando cheguei à zona industrial de Logronho.
Ali junto da rotunda, onde tinha-mos marcado encontro pelo telefone momentos antes, permaneci impávido e sereno, servindo de ponto de curiosidade a praticamente todos os automobilistas que ali passavam naquela incontornável rotunda. Com os olhos posto na linha do horizonte da longa reta por onde eles deveriam chegar. A minha ansiedade terminou pouco tempo depois ao ver o sinal de luzes de um carro ao longe. Grande sorriso de contentamento e um yess…yess…yess, serrando os punhos de alegria.
Tudo bem  Padrinho disse o Bilou à chegada, como aliás sempre perguntava a cada encontro. Pendorar a bicicleta no carro, demos voltas e mais voltas, passado uma boa hora lá conseguimos encontrar a estrada onde podia pedalar sem perigo e na boa direção. Foi uma dor de cabeça saír desta cidade. Aqui outra vez, não muito obrigado.
 
A espaços e para passar dentro de algumas lindas aldeias do itenerário de Santiago, saía da estrada e pedalava nos caminhos e mais uma vez voltei a cruzar-me com muitos peregrinos, muitos mesmo de todas as idades e continentes, asiáticos, europeus, sul americanos, indianos e africanos. Todos desejavam bom camino cada um com o sotaque da sua lingua materna.
Deu para perceber mais uma vez que era difícil rolar nestes caminhos com os meus pneus, pois haviam muitas pedras soltas, areia e sobretudo muitas subidas  curtas é certo mas acrescidas de dificuldade com o seu estado VTTista e grande movimento pedestre.
Voltava eu de novo à estrada para recuperar o tempo perdido pelos desvios e velocidade lenta a que tinha sido sujeito.


À passagem por Estella, outro lugar conhecido que tinha visitado uns anos antes com os meus amigos Marcelo e João. Claro que recordei com saudade esse tempo e o desejo de os ter ali de novo, mas desta vez todos de bicicleta. Mas como sonhar faz parte da vida, aqui fica este meu pensar.
Aproximava-me a pedaladas largas do lugar onde nasceu em mim esta ideia em pedalar um dia até Santiago. Sim foi em Santo Domingo de la Calzada ao passar por muitos peregrinos uns anos antes e com os meus amigos pedalando, que eu sentado ao volante, prometi a mim mesmo pensar seriamente em fazer isto mas de bicicleta e a partir da minha residência, Marly-Suiça e até Santiago de Compostela
Foi com todo este filme do passado na minha mente que sem me aperceber, vi pela primeira vez a indicação tão desejada e gritei bem alto, estou a chegar a Santo Domingo de la Calzada.Tinha a certeza que não era uma visão mesmo sendo um vislumbrar bem longíncuo do povoado. Não mais me saiu o sorriso do rosto, apenas algo invulgar ao até aqui acontecido me poderia deter.

Rejovenesci em forças e foi num ápice que cheguei em frento do camping, apenas 5 km da cidade desejada. Sentado em frente da receção esperei a chegada do Bilou e da Clara.














Fizemos a inscrição e quanddo nos preparava-mos para ir ocupar o lugar e montar as tendas, ouvimos gritar fogo…fogo no camping, chamem os bombeiros.
Mas que grande confusão rapidamente ali se instalou. Algum tempo de espera até que chegou a ordem para poder entrar. Afinal houve realmente fogo mas de pequenas proporções, junto à vedação mas do lado de fora.

 
 


Depois de instalados, partimos à descoberta da cidade que ficava já ali. Era inorme esta cidade medieval, fomos percorrendo ruas e ruelas charmosas e limpas, cheias de história, encontramos o oficio do turismo para o carimbo e outras coisas mais muito interessantes. Continuamos a visita muito atentos a novas descobertas e mais uma vez junto da estrada principal que separa o antigo do moderno, instalamo-nos numa esplanada e lá foram mais umas canhas, não me lembro quantas. Depois foi a janta, descançar em mais uma noite fria e mais do mesmo na manhã seguinte.


 

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