sábado, 14 de janeiro de 2017

ACR A(ventura) C(onvicção) R(eflexão )



Caminhar pela vida fora por vezes quase invisíveis e muitas vezes na sombra. Acompanhados ou não e fazer na medida do possível aquilo que se gosta, tentando sempre manter a boa disposição e nunca esquecer que somos o que somos, devido em grande parte aos amigos que temos.

Os homens distinguem-se por aquilo que fazem e não por aquilo que dizem que vão fazer. Perder tempo não é meu apanágio, porque sei que nos pode privar de descobrir coisas interessantes. Por isso mãos à obra e toca a partilhar aqui os momentos por mim vividos nesta minha aventura, convicção, reflexão.



Descobri e pratiquei desporto desde tenra idade. O atletismo e futebol, mais este que o outro, fizeram parte de mim até bem tarde. Quando correr e jogar à bola ficaram difíceis, fui começando a gostar de assisstir ao ciclismo na televisão, sobretudo as 3 grandes voltas mundiais : O Giro, o Tour e a Vuelta, por ordem de calendário. Não perdia uma etapa. Quis o destino e a fotografia, ( da qual sou amador à uns anos, por incentivo do meu compadre, Manuel Francisco), ter conhecido o meu melhor amigo, Marcelo Andrade (Carióca),amador da fotografia e amante do desporto em geral, que por força das circunstâncias, passou a grande praticante de bicicleta. Por arrasto e aventura, como à frente menciono, conheci também mais dois grandes amigos, o Ricardo ( Vedeta) e o João ( Jota).
 


 Na companhia do meu compadre Manuel Francisco 2015

Com os meus amigos, Marcelo, João e Ricardo. Pic-Nic Sion 2016

Uma voltinha de treino com o João e o Marcelo 2016
 
 
Foi em maio 2013 que acompanhei os meus dois amigos, Carioca e Jota, na sua grande Aventura (SONHO), de bicicleta, desde  Crans-Montana - Suíça / St Tiago de Piães - Portugal.

Conduzindo, filmando e fotografando os momentos inesquecíveis destes dois herois, foi germinando em mim o sonho de talvez me ser possível realizer a solo, uma aventura do género ao meu ritmo, até ao lugar mítico e conhecidíssimo, Santiago de Compostela e a partir do meu lugar de residência na Suíça.

Porquê Santiago de Compostela?

A mais ou menos meio percurso, a quando da aventura dos Herois, já em Espanha na cidade mediéval de Santo Domingo de la Calzada, fomo-nos cruzando com imensos grupos de peregrinos percorrendo os caminhos de Santiago de Compostela.

Desde esse dia foi crescendo em mim a certeza que era essa a minha vontade. Comecei primeiro por amadurecer o entusiasmo, conversando com amigos. Isto levou rapidamente a envolver-me nos preparativos e num primeiro tempo, com uma bicicleta velhinha, fui-me sentindo como se me estive-se já preparando para a grande aventura, a 3 anos de distância.
 A velha Ginga
 
Junto do meu dragão em Sugiez 2013
 
Pelas bandas de Estavayer du Lac 2013
 
As primeiras pedaladas foram muito complicadas. Como é meu timbre, aplico-me sempre a fundo com grande entusiasmo e me faz quase nunca desistir, mesmo sendo extremamente difícil. É verdade que não sou um grande ciclista, sinto isso, mas também é verdade que sou extremamente persistente e vou sempre mais além, por vezes além de mais.
Depois de tanto pedalar, sem grandes resultados práticos com a vellha ginga, acabei por comprar uma outra bicicleta muito mais moderna de marca Califórnia, com 27v e roda 26, género BTT ou se quisermos à  Francesa, VTT. Os treinos agora com muito mais entusiasmo, mas sempre difíceis sobretudo nas subidas, foram-se sucedendo mais a miudo e de maiores distâncias, para assim começar a compreender melhor as minhas capacidades e limitações.
Califórnia BTT  2015
 
Estavayer du Lac
 
Lac Noir
 
Os resultados com esta nova bicicleta continuaram a ser ínfimos, de difícil percepção e com algumas dúvidas sobre o meu sucesso na realização desta aventura. Para melhorar os resultados nos treinos, acabei por comprar uma outra bicicleta mais apropriada para estrada, uma Mérida Crossway 300, 27v, roda 28´’, pneu 35mm e devidamente equipada :
 
Mérida Crossway 300
 Yverdon les Bains 
 Com os meus amigos João e Ricardo em Morat
 No Lac Noir em março 2016 ainda com neve e muito frio
 
Treino em casa no improvisado ginásio 
 
Uma entre muitas corridinhas em Marly para variar
Fui adquirindo material indispensável como: Injetor, romendos e camara d’ar, luzes, espelho, uma bandeirola para melhor ser visto, um GPS Garmin, para melhor ver e conhecer os caminhos. Começou o ano 2016, os meus treinos continuaram a ser feitos em casa, pedalando no rolo, abdominais, pesos e de quando em vez uma caminhada ou corrida consequente. Quando a meterologia estava comigo, os treinos na estrada foram-se sucedendo metodicamente com etapas em km progressivos e sem exageros.E os treinos sucederam-se com a progressão esperada e desejada para que no dia D , tudo estivesse em plena forma.
 
E os treinos continuaram como atestam as imagens que se seguem:
Sugiez-Morat

Lac Noir

Yverdon les Bains

Romont

Lac Morat

Lac Noir

Marly

Romont

Lac Noir


Romont

Lac Morat

Lac Noir

No final de 15km de subida Gantrichs

Yverdon les Bains

Yverdon les Bains

Yverdon les Bains

No final de 15km de subida Gantrichs

Yverdon les Bains

Cudrefin


Cudrefin

Farvagny- começava a notar-se o bronze

Sem comentário

Yverdon les Bains

A caminho de Château d'Oex

Junto do canal que liga o lago de Morat ao de Neuchâtel
 
 
Espero apreciem esta minha partilha dos meus preparativos para a grande aventura convicção reflexão pelos caminhos de Santiago de Compostela.
Nas próximas partilhas vou narrar cada etapa desde Marly-Fribourg, 30.07.2016 até Santiago de Compostela 14.08.2016.
 
 
 

 

 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Procuro e escrevo em imagens...


Vivo procurando temas para escrever em imagens.O bloco de notas do meu diário digital é a minha câmara fotográfica.Vai sendo tempo de compartilhar os momentos gravados por onde passo e aquilo que me desperta interesse bastante.Daí estarem guardados no meu diário digital que é o meu disco duro.Será que tudo o que guardo é só ilusão? Não.

Então vejamos...

Nunca esquecer que estou a falar de fotografias que faço.É melhor ser assim,deixar o tempo correr e de quando em vez,abraçar todo o mundo com os temas escritos em imagens digitais,partilhando os instantes escritos no meu bloco de notas digital.


















A todo o mundo deixo aqui o meu abraço e a promeça de mais notícias.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fazia tempo...muito tempo!

Fazia tempo...muito tempo que não vinha por aqui.Depois da tempestade vem a bonança e podem crer que venho com forças a redobrar.Aprendi muito durante este interrégno e solidifiquei os meus alicerces.

E agora?
Eu agora vou viver a vida...

Acabou mas valeu, não faz mal, tudo bem.
Estou cansado de trabalhar.
Eu agora quero ser útil a mim mesmo
Vou tentar viver a fundo... meu hobi também.
Vou mudar o enredo do meu ser.
Tentar compreender esta outra forma de viver,sem tempo limitado ,muito menos acelarado.Como vai ser delicioso ter todo o tempo de cada dia para fazer o que eu muito bem entender e sem ter que obedecer aos mandões(pobres de espírito),nem receber ordens constantes de seres iguais a mim.Nem mais nem menos...como vou gozar com este tempo que me resta viver,sem horários nem corridas contra o tempo.Vou estar à chuva,ao frio e ao calor o tempo que eu entender,sem receios de olhares indiscretos como se de guardadores de escravos se tratasse.Chega de submição.Acabou mas valeu a pena, não faz mal, tudo bem.Eu quero ver se eles,os tais que pensam ser importantes,os tais que se consideram os homnipotentes e ...

E agora?

Eu agora vou viver a vida que me falta viver...



Não foi por acaso a escolha desta foto.O simbolismo deste inseto inofensivo e quase impercetível,muitas vezes detestado por ser o terror dos açucareiros e não só.O impressionante percurso incansável deste e outros milhares da mesma espécie,conseguem mover montanhas.

 
 
 
 
Independentemente da quantidade de opiniões que se recusam a admiti-lo,o ciclo do grande Joaquim Laurindo Rodrigues da Silva são: novas vontades e formas de viver a fundo cada dia que vai passando.Cada dia é um dia e em nada são iguais,até mesmo na hora do acordar,assim mesmo como na hora do adormecer.Nessa distância d'horas entre um ato e o outro,uns minutos a mais ou amenos e aí se situa desde já a diferença mesmo mínima para uns,para mim vai passar a ter uma importância consequente.

Vou tentar zig-zaguear por entre os dias que se me apresentem,de uma forma ótimista tentando prever assuntos interessantes e construtivos,até porque segundo estudos da Nasa,o mundo tal como o conhecemos nao vai durar mais que algumas décadas e que a civilização industrial está aproximar-se perigosamente do seu fim,devido à desenfreada exploração dos recursos energéticos e à desigualdade económica e social.
Por tudo isto e muito mais,cada dia vivido por mim vai ser um sucesso inimaginável.

 
 
 
 
Por hoje fico por aqui e espero apreciem tanto quanto eu as aprecio.Então deixo o meu abraço a todos e até breve.